Human League
Hoje as nuvens fecharam o céu. Não havia mais azul, só o chumbo das nuvens carregadas de chuva. Não choveu, mas o peso delas ficou em tudo hoje. Não levantei da cama até as dez horas. Quando levantei, me senti irresponsável por não ter ido a aula. Ameaçou chover depois que a serração sumiu. Voltei para o quarto, deitei na cama e coloquei os fones. Tocou The Human League, eu liguei o computador e baixei a música. Ouvi algumas vezes ainda durante a manhã, botei na playlist junto com as músicas de fossa.
Almocei, comecei a me preparar para o curso, mas, da uma hora da tarde até as duas, eu senti o mesmo peso que senti de manhã. Pensei em me dar um dia de folga, depois pensei que já havia faltado à aula, não faltaria ao curso então. Acabei não indo. Decidi que não iria às duas horas e um. Sentei na cama e fiquei observando os cantos do quarto. Vi como o piso está sujo e como as paredes precisam de algo. Pensei em colar algo nelas, mas novamente, não consegui, desisti.
Fui até a locadora, estava fechada. O tempo mantinha-se fechado, mas sem chuva. Notei que odeio dias completamente nublados tanto quanto odeio dias de sol e dias com o céu completamente limpo. Gosto das nuvens, gosto do azul, mas gosto mais no fim de tarde, quando o sol, por detrás das nuvens fecha o dia com aquela rajada alaranjada de um lado, enquanto no outro as estrelas começam a aparecer.
Dei um tempo em casa depois que voltei da locadora. Tomei um café, botei as pilhas para carregar. Senti o dia desabar de novo, botei os fones, agora tocava Joss Stone. Eu não gosto muito, mas tentei prestar atenção na letra. Não lembro o que dizia, mas lembro que era bonita demais. Notei que não presto atenção nas letras. Notei que continuo não gostando de Joss Stone.
Olhei os meus feeds, nada demais. Li o blog da Rita, achei legal o post. Não entendo bem como é lá em Portugal, mas parece que ela ta bem confusa, já que, no décimo ano tem de escolher uma matéria para seguir. Ela disse que quer se focar em matérias humanas, mas acha que será um erro. Tentei apóia-la. Exatas são um saco. Vou tirar nota vermelha em física. Li o blog do Renato. Ele parece ser bom em exatas. O invejei. Li o biscoito quântico, mas nada novo. Vi os sites do Garfield, dei umas risadas pra não morrer de inanição.
Tentei ir na locadora de novo. O céu parecia se abrir agora. O azul tomava um espaço dentre as nuvens mais claras. Vi duas amigas da minha irmã. Aline e Fernanda. Deram-me oi ao mesmo tempo. Achei engraçado porque são gêmeas. Elas estavam lindas, Não reconheço mais quem é quem. A Fernanda tinha um sinal no queixo, mas lembro que o tirou. Ela sempre foi a mais legal.
A locadora estava aberta. Demorei uns vinte minutos para achar o dvd. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. É um filme lindo. Como o Renato disse para mim, tem um começo meio vago, que impossibilita, depois do final, uma análise ou até mesmo impossibilita de tu te situar. Vou ver mais tarde.
Cheguei da locadora e não fiz absolutamente nada. Faltei à reunião da comissão de formatura. Considerei hoje um dia de férias da vida. Culpem-me por isso.
Junho 4, 2008 at 8:08 pm
acabei de notar que eu nem olhei pro céu hoje.
Junho 5, 2008 at 12:53 am
é ótimo tirar férias da vida. o ócio é divino.
e viciante.
mas é triste, também. mente vazia, “idéias vazias”.
quando fico entregue ao ócio, fico mais triste que o de costume. eu gosto.
sou um masoquista. não do que gosta de apanhar em rituais sexuais.
mas sim, do que gosta de apanhar de si mesmo.
Junho 5, 2008 at 12:39 pm
Sou masoquista nos dois sentidos.
Adoro me martirizar, é uma maneira de chamar atenção. Sofrer ajuda a abrir a cabeça. Te faz analisar as coisas não como um idiota, mas como alguém que sabe que ação x vai causar uma reação x. Também não discarto cera de vela no mamilo, mas aí é outra história.
Mente vazia, vida vazia, já dizia o mestre.
E fica aqui meu protesto.
Junho 5, 2008 at 7:34 pm
eu estou desde dezembro vivendo numa lacuna. ócio total. é bom, e às vezes não é, como qualquer coisa na vida. que descrição mais vaga né?
mas é assim. quando eu vivia ocupada, eu sempre me dava um dia de folga, acho que porque eu penso demais – então me canso mais que o normal.
tiops é isso amigo, adoro olhar pro céu. tem que ter nuvens. guio o meu humor por ele! (: